quarta-feira, 26 de maio de 2010

Tudo que amo deixo livre,
se voltar foi porque as conquistei,
se não voltarem foi porque nunca
as tive de verdade..

.Fernão Capello Gaivota

domingo, 23 de maio de 2010

Palavras apenas



Palavras que não serão nunca mais que isso, palavras ditas, escritas, palavras que ficam para sempre, palavras que se confundem no meu peito...que me escorrem em forma de lágrima, palavras que me aquecem nas noites brancas do meu desejo, palavras que me roubam o sorriso, que me tentam descartar a alma, sons do passo e descompasso, movimentos contrários à gravidade do tempo...risos e sorrisos que encontro por aí, palavras que me cercam de angustia, que me cravam o ser...o olhar, que me despem e me vestem, que me envolvem de ternura, palavras tatuadas em paredes de cal, corpos despidos de preconceito, pintadas no negro do dia, palavras cantadas ao rio, levadas pelo barulho do mar, encontradas no canto da areia, palavras de olhos, e rostos cansados, trocadas por tudo e por nada...serei eu mais do que palavra presa ou predadora?Conseguirei ser mas do que simples palavra muda, nua e crua de mim mesma, serei mais do que corda de palavra gasta pelo tempo...cansada...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Tudo na vida passa

"Na convivência, o tempo não importa.
Se for um minuto, uma hora, uma vida.
O que importa é o que ficou deste minuto,
desta hora, desta vida...
Lembra que o que importa
é tudo que semeares colherás.
Por isso, marca a tua passagem,
deixa algo de ti,
do teu minuto,
da tua hora,
do teu dia,
da tua vida."

(Mário Quintana)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Recebi este texto de uma amiga e achei muito interessante


Há algum tempo atrás, li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma leitura muito interessante, quando bem interpretada. Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros.
Quando nascemos entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que julgamos que estarão sempre conosco: nossos pais. Infelizmente, isso não é verdade, em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos no cominho, amizade e companhia insubstituível... Mas isso não impede que durante a viagem, pessoas interessantes e que virão a ser mais que especiais para nós embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos.Muitas pessoas tomam esse trem apenas a passeio. Outros encontrarão nessa viagem somente tristeza. Ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por este trem de forma que , quando desocupam seu acento, ninguém sequer percebe. Curioso é perceber que alguns passageiros que nos são tão queridos, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos, portanto somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não impede, é claro, que durante o percurso, atravessemos, mesmo que com dificuldades, o nosso vagão e cheguemos até eles... só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado para sempre.
Não importa, a viagem é assim, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperanças, despedidas... porém, jamais retornos. Façamos essa viagem, então da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor, lembrando sempre que em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e provavelmente precisaremos entender, pois nós também fraquejamos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá. Eu me pergunto se quando eu descer desse trem sentirei saudades... acredito que sim. Separar-me de algumas amizades que fiz será, no mínimo, dolorido.
Deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos será muito riste, mas me agarro à esperança de que em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram... e o que vai me deixar mais feliz será pensar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros, ou até aquele que está sentado ao nosso lado. Façamos com que a nossa estada nesse trem seja tranqüila, que tenha valido a pena e que, quando chegar a hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem da vida.

Silvana Duboc.

domingo, 9 de maio de 2010

Mãe

"No momento em que uma criança

nasce, a mãe também nasce.

Ela nunca existiu antes.

A mulher existia, mas a mãe, nunca.

Uma mãe é algo absolutamente novo."

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Sentir-se livre

Aprendi a viver conforme posso,

Aprendi a viver conforme busco,

Interceptei as palavras ruins,

Deletei as palavras de acusação,

Dissolvi o que não tem sentido.

Esvaziei-me das pressões e das acusações

Posso ficar vendo as aves voarem,

O mar produzir seus sons,

O vento soprar em meu rosto

E o dia trazer o que é promessa

Tendo a consciência de que

sou um projeto conforme

o propósito para qual fui concebida

Aprendi a sentir, ver e ouvir

Aprendi a decidir e saber que

Sou livre para escolher

E escolho a melhor parte
Silvia leite

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Meu poeta


Não sei bem o que é poesia, mas para mim és tu

Nada é mais belo que o teu olhar quando me contemplas

Nenhuma rima pode ser mais perfeita do que a nossa união

Não há estrofe mais completa e simples que a nossa tão cumplice cumplicidade

Mesmo a prosa da tua ausencia no meu espaço é perfeita

Tão perfeita que te sinto a presença e o olhar enquanto durmo

E contemplo o mundo à minha volta

És pura poesia na minha vida

O verso que me encanta e que canto em silencio

Só meu e de mais ninguém.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Hoje é dia do beijo...


"O beijo é um truque adorável
.
que a natureza criou para
.
interromper uma conversa quando as
.
palavras já não tem, mais importância "

13 DE ABRIL"DIA MUNDIAL DO BEIJO"

sexta-feira, 9 de abril de 2010

De tão lindo não poderia deixar de postar...

Se Deus te deu, com certeza,
Tanta luz, tanta pureza,
P'rò meu destino ser teu,
Deu-me tudo quanto eu queria
E nem tanto eu merecia...
Que feliz destino o meu!
Às vezes até suponho
Que vejo através dum sonho
Um mundo onde não vivi.
Porque não vivi outrora
A vida que vivo agora
Desde a hora em que te vi.
Sofria enquanto não te via
Ao meu lado na igreja,
Envolta num lindo véu.
Por que te pertenço,
Oh! Deus, quando penso,
Julgo até que estou no céu.
É no teu olhar tão puro
Que vou lendo o meu futuro,
Pois o passado esqueci;
E fico recompensado
Da perda desse passado
Quando estou ao pé de ti.
comentário feito por meu marido*

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O meu olhar

O meu olhar é nítido como um girassol

Tenho o costume de andar pelas estradas

Olhando para a direita e para a esquerda,

E de vez em quando olhando para trás...

E o que vejo a cada momento
.
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,

E eu sei dar por isso muito bem...

Sei ter o pasmo essencial

Que tem uma criança se, ao nascer,

Reparasse que nascera deveras...

Sinto-me nascido a cada momento

Para a eterna novidade do Mundo.

Creio no mundo como num malmequer,

Porque o vejo. Mas não penso nele

Porque pensar é não compreender...

O Mundo não se fez para pensarmos nele

(Pensar é estar doente dos olhos)

Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia, tenho sentidos...

Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,

Mas porque a amo, e amo-a por isso

Porque quem ama nunca sabe o que ama

Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,

E a única inocência não pensar...

domingo, 4 de abril de 2010

O egocentrismo é hoje uma das características mais insanas – sob o ponto de vista psicológico – atinge a humanidade como um todo - estarei apenas sendo descritivo e informal, pois basta olhar em volta e assistir o show diário de acontecimentos cotidianos.O homem e a mulher atuais são egocêntricos, como tal, não se enxergam, um ao outro, de fato.Pode acontecer da mulher, para sua decepção, esperar que o homem aja de acordo com as expectativas dela. Vice versa, o homem sofre no relacionamento por desejar que a mulher se conduza do mesmo modo masculino que lhe é familiar. As relações, portanto, são de desencontro, decepção e desilusão. Ela quer envolvimento e ele quer, bem, sexo... Ela quer cumplicidade e satisfação e ele quer julga-lo e enquadra-lo em seus próprios valores.Todo relacionamento, de qualquer tipo, pode ser descrito como uma relação Eu e Tu/ o Outro.Se um EU convive com o Outro que este imagina desejável, sob seu próprio ponto de vista, claro, então este Eu não se relaciona, de fato, com o Outro que está ali presente ao seu lado e, sim, com o que este Outro deveria ser, para atender, de modo absolutamente mágico, todas as suas expectativas egocêntricas. Quem se relaciona com o Outro, sempre comparando-o com o que ele deveria ser (para atender suas expectativas, carências etc.), só procura responder a uma questão: Estará o Outro fazendo aquilo que eu desejo e quero e necessito? Em caso contrário este Outro não me serve (quem não tem um rei na barriga?!). Sob o ponto de vista do egocêntrico, o Outro é um servo que deverá suprir carências, proteger dos medos e compreender as boas e sempre convenientes explicações/justificativas que o Eu tenha para oferecer para tudo que faz.Todo egocêntrico está em busca de cumplicidade mais do que em busca do convívio com o Outro.Quem se coloca deste modo em uma relação, infelizmente, está trabalhando diligentemente para o seu fracasso. A maioria, infelizmente, está presa ao Ego e portanto, só conhece o Outro através de uma comparação entre o que este É e o que este DEVERIA ser (para satisfazer as expectativas do EU). Pois bem, quem assim se coloca numa relação, só vê um fantasma do Outro, uma fantasmagórica imagem idealizada do que o Outro deveria ou poderia ter sido. Um ideal construído na usina de carências, medos, frustrações e necessidades do próprio EU.Neste sentido, quem vê verdadeiramente o Outro? Quem, nestas condições, tem abertura de visão para enxergar quem é este Outro, obviamente diferente do próprio EU?Adão e Eva estão mesmo fora do paraíso que, neste caso, significaria a perfeita e natural integração e sincronicidade entre as polaridades masculinas e femininas. Caso houvesse integração, todos veríamos com clareza as necessidades do Outro, ainda que diferentes das nossas.Se o Universo nos construiu e criou com polaridades, o mínimo que nos cabe fazer é compreender as diferenças no funcionamento da outra pessoa com quem nos relacionamos.No caso da relação homem/mulher: Se ela dá o número do telefone pra ele, no ver dele, já é preliminar do sexo. Se ele liga e ela aceita encontra-lo é preliminar do sexo. Com freqüência, o mais importante é conseguir conquistar do que se envolver muito com a conquistada.Para ela, muitas vezes o significado é o mesmo, mas podem ser outros... Ela pode, por exemplo, estar buscando parceria, envolvimento, comunhão de interesses a respeito do relacionamento. Ela pode estar desejando ser mãe e construir uma família...O abismo entre o Eu e o Outro é gigante. Estou fazendo piada com o masculino, mas não pretendo enquadra-lo numa categoria ou julgamento... Só estou construindo um exemplo comum hoje em dia. . Os homens que não se enquadrem nesta descrição tão precária têm minha solidariedade...Às vezes a lembrança de que somos animais de uma determinada espécie, o Homo Sapiens (quem sabe, um dia, será sábio!) ajuda-nos a situar algumas das diferenças básicas entre as perspectivas masculinas e femininas. Sob o ponto de vista de uma espécie que precisava sobreviver em um meio muito difícil e perigoso, cercada de feras que a viam como comida, cercada por todos os lados pela possibilidade da morte iminente, o que realmente importava, especialmente ao macho, manter-se disposto para a cópula o ano todo e espalhar suas sementes por todo lado, sempre que pudesse. A multiplicação era o principal, a variedade idem... Vice-versa, sob o ponto de vista biológico e psicológico da fêmea, que acaba ficando gestando nove meses e, depois, anos comprometida com um ser jovem e extremamente dependente dela, a perspectiva era, e é, completamente diferente. Em assim sendo, ela espera dele(s) e da relação com ele(s) estabilidade, sustento, segurança física e emocional e ainda, geralmente, proteção, carinho, cuidado e respeito pela sua existência. Elas não desejam competição e guerrear como a polaridade masculina geralmente deseja. . Um homem que se declare carente destas mesmas coisas terá sua masculinidade posta em dúvida!Para ele(s) este preço biológico e psicológico é demasiado. Em especial se ele tem como espalhar sementes com quem não lhe exige nenhuma destas demandas pesadas e difíceis. Não há homem na face da terra que ainda não tenha sido, alguma vez, acusado de falta de compromisso...Não é difícil constatar o enorme abismo que se cria entre as expectativas de um e de outro.O Universo criou, deste o seu princípio, os opostos e, entre eles, as possibilidades do abismo (separação, conflito, desencontro e carência) e da integração (cooperação, união, entendimento e prazer). Entre estes extremos, ele colocou alguns desafios psicológicos. Dentre eles, a identificação do macho com o seu papel de macho (um garanhão sempre pronto para a cópula!) para quem a fêmea é o que lhe falta para ser e sentir-se completo, garantindo para si a satisfação plena.No caso da fêmea da nossa espécie, a identificação com o papel feminino a predispõe a necessitar de maior estabilidade, e a procurar estabelecer e sustentar uma dinâmica de relação durável, porque uma vez que ela esteja concebendo um filho, por exemplo, sua dependência, impotência, passividade e crescente inoperância prática a faz julgar relevantes o comprometimento para com ela e com os frutos do relacionamento. Ainda que estes períodos sejam pouco freqüentes eles existem por si e ainda são os mais importantes sob o ponto de vista da espécie.Não se trata de categorizar o homem de “sexo forte” e a mulher de “sexo frágil”, como antigamente se fazia e, sim, de descrever algumas características que, até onde se possa ver, continuam exatamente as mesmas para todos os envolvidos...Ninguém errará em considerar que estes “papéis” masculino e feminino estão hoje difusos e indistintos. Pois é, ruim com eles, pior sem eles! Não existem “caminhos válidos” onde prevaleça o desrespeito aos nossos valores e necessidades caracteristicamente humanos. O desrespeito nunca trouxe, não traz, nem jamais trará felicidade a ninguém.Então, por quais razões nós, seres humanos, vivemos tanta incompreensão, tanto afastamento, decepção e dor no terreno do relacionamento entre o Eu e o Outro?No esforço de construir uma reflexão a este respeito vou apresentar – em alguns capítulos - alguns vícios psicológicos tremendamente nocivos à construção de um relacionamento humano (homem/mulher, pais/filhos, mestre/discípulo etc.).Cada tipo de limitação pessoal, de qualquer tipo, impõe ao Outro uma fronteira e, às vezes, um abismo intransponível. Ali construímos barreiras e defesas protetoras.Todo egocêntrico tem um renitente desejo, sempre o mesmo, de levar vantagem e de conseguir o máximo de satisfação mediante o mínimo de esforço. O egocêntrico exige respeito, confiança, consideração,carinho, sem que ofereça ao Outro aquilo que exige. Ele entrega pouco e reclama de tudo que recebe.O que está ao nosso alcance de mudar não é o Outro e sim, nós mesmos.O que precisa mudar é o foco de nossa atenção e interesse: nos preocuparmos menos com os evidentes defeitos e imperfeições alheias (comparadas ao Ideal nutrido por nós mesmos!) e nos ocuparmos mais com a qualidade daquilo que estamos “entregando” de nós mesmos para a relação. Valeria a pena nos ocuparmos mais com o que sai de nós do que com o que desejamos receber ou identificamos no outro como possibilidades de satisfação pessoal.Onde encontrar tanto os limites quanto os alcances para a expressão do próprio EU? A resposta é: nos relacionamentos com os outros!Um Eu que jamais tenha sido capaz de compreender o funcionamento do Outro – muitas vezes o oposto do desejado - é um EU para o qual só lhe resta o abismo do egocentrismo ( a autonomia e a centralidade exageradas e desequilibradas), o que significa, em poucas palavras ser solitário e isolado, mesmo tendo alguém ao lado e convivendo diariamente com esta pessoa. Este é o verdadeiro abismo.Quem vê o abismo que ele mesmo está construindo em torno de si, pode se espantar com a feiúra do que está, de fato, entregando, mas também pode se revoltar com este estado de coisas e mudar... Pra isso, muitas vezes, o que falta é só um pouco de coragem para enxergar as próprias limitações. Uma vez feito isso, o resto, o que vier daí, só pode ser bem vindo...Compreendendo os próprios limites e alcances! É assim - e só assim - que o EU descobre seus reais parâmetros de ser e de fazer, de pensar e de expressar!

sábado, 3 de abril de 2010



- Psiu! - ... Ei, psiu!

- Que foi?

- Fala alguma coisa pra mim...

- Como assim, falar alguma coisa?

- Alguma coisa... Qualquer coisa... Deixa eu ouvir sua voz...

- Minha voz? Por quê?

- É que de repente me deu uma vontade tão grande de ouvir o mar...
=
André Gonçalves

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O nosso amor è lindo


Chega de ficar bem longe
Eu prefiro ter você aqui bem perto
Acordar bem cedo e sentir seu rosto no meu travesseiro
Por tanto tempo eu esperei você!

Vem cá, me abraça forte
Dá um cheiro um carinho,
Vem me dar Pela claridade nosso dia
Acabou de começar
Abra a janela e deixa o sol entrar

Grave amor, escreva amor
Isso que eu te digo
Sem você não vivo
Nosso amor é lindo!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O milagre do amor
O amor é um milagre que não acontece todos os dias...Ele chega sem avisar, nos toma a maior parte do dia e quando chega a noite, ele queima por dentro da gente.O amor nos dá asas, nos faz acreditar na liberdade, nos faz acreditar que é possível , que alguém, em algum lugar, faz tudo pra nos fazer contente. O amor lapida até a mais antiga pedra. Nos faz sonhar acordados, nos perdoa, quando estamos desolados.Nos levanta, quando não temos mais forças, nos acalenta, quando estamos sozinhos.O amor, pela simples palavra,nos faz sentir importantes,quando, muitas vezes, estivemos no fundo do poço. O amor, em sua cor toda branca, não pode ser manchado, nem usado pra outros fins, porque por ser intenso, por ser maravilhoso,deve ser cuidado, deve ser acreditado, pra que em nenhum momento,estejamos diante deste amor, magoados...

terça-feira, 30 de março de 2010


Lá fora a chuva começa e ela pode nunca terminar.
Então não chore mais,
Na praia um sonho nos atrairá para o mar,
Sempre mais, sempre mais.
Feche seus olhos e sonhe,
E você pode ficar comigo
Sob as ondas, através das cavernas das horas
Há muito tempo esquecidas, agora
Estamos completamente sós, estamos completamente sós.
Feche a janela, acalme a luz
E tudo ficará bem,
Não há necessidade de se preocupar agora.
Termine isso e deixe tudo começar,
Assim que uma estória está contada,
Não tem remédio, apenas envelhecer.
As rosas envelhecem, os amantes também,
Então lance suas estações ao vento
E me abraçe, querido, me abrace, querido...
Feche a janela, acalme a luz
E tudo ficará bem,
Não há necessidade de se preocupar agora.
Termine isso e deixe tudo começar,
Tudo está esquecido agora.
Estamos completamente sós, estamos completamente sós.
Feche a janela, acalme a luz
E tudo ficará bem,
Não há necessidade de se preocupar agora.
Termine isso e deixe tudo começar,
Atribua isso ao vento, meu amor...

segunda-feira, 29 de março de 2010

SEM VOCÊ

Caminhei pelas ruas
Tão frias, tão solitárias
E quando sozinho me senti
Aí estás tu, como um anjo
E eu sei! Eu sei!
Sem teu amor, sinto que estou perdida
Se há um desejo a pedir
É passar minha vida inteira junto a ti.

.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Amor meu

Quero apenas cinco coisas..

Primeiro é o amor sem fim

A segunda é ver o outono

A terceira é o grave inverno

Em quarto lugar o verão

A quinta coisa são teus olhos

Não quero dormir sem teus olhos.

Não quero ser... sem que me olhes.

Abro mão da primavera
.
para que continues me olhando.

Pablo Neruda

sexta-feira, 19 de março de 2010


Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua do anjos
Sem amor, eu nada seria...

É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja
Ou se envaidece...

O amor é o fogo
Que arde sem se ver
É ferida que dói
E não se sente
É um contentamento
Descontente
É dor que desatina sem doer...

É um não querer
Mais que bem querer
É solitário andar
Por entre a gente
É um não contentar-se
De contente
É cuidar que se ganha
Em se perder...

É um estar-se preso
Por vontade
É servir a quem vence
O vencedor
É um ter com quem nos mata
A lealdade
Tão contrário a si
É o mesmo amor...

Estou acordado
E todos dormem, todos dormem
Todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade...


quarta-feira, 17 de março de 2010

No jardim da minha vida...
Muitas flores eu encontrei...
A mais bela dessas flores foi a rosa que ganhei...
Linda e perfumada...
A mais bela das rainhas...
Dona da beleza...
Alegria dos meus dias...
Ganhei do meu amor, que quis ser cavalheiro...
Homem maduro e gentil, de muito pouco dinheiro...
O coração era valente,e do pouco fazia muito...
Deu-me o melhor presente que poderia ganhar...
Roubou uma linda rosa para a dama agradar...
Por isso sou grata ao meu lindo jardim...
Conservo as minhas flores pertinho de mim...
Assim como o meu doce cavalheiro...
Que ainda me dá muita atenção...
Mas esse guardo a sete chaves junto ao coração.

terça-feira, 16 de março de 2010


De dentro de mim, eu mesmo me olho,
Procurando descobrir se ainda sou eu mesmo que,
Encravado nas montanhas da minha terra,
Escavava minha alma, colhia flores, deitava sementes,
Que, de novo, floresciam rescendendo amor,
Amor que viajava em asas de pássaro,
Emplumado, colorido, sonoro,
Amante, não amado, pouco importava.
Que foi feito de mim, que fizeram dentro de mim,
Que fiz eu, eu que queria apenas parar
E escrever uma só poesia que fosse,
Uma canção muito pura, de muito amor.
Olhem-me, eu sou como um rio que,
Corria puro em direção ao mar,
Para ali deitar o que me corria nas entranhas.
Corria-me o sangue da paixão e,
Era o mar, aquele que eu amasse.
Já não tenho forças nem água para chegar ao mar.
Com o peito querendo explodir de amor.