O egocentrismo é hoje uma das características mais insanas – sob o ponto de vista psicológico – atinge a humanidade como um todo - estarei apenas sendo descritivo e informal, pois basta olhar em volta e assistir o show diário de acontecimentos cotidianos.O homem e a mulher atuais são egocêntricos, como tal, não se enxergam, um ao outro, de fato.Pode acontecer da mulher, para sua decepção, esperar que o homem aja de acordo com as expectativas dela. Vice versa, o homem sofre no relacionamento por desejar que a mulher se conduza do mesmo modo masculino que lhe é familiar. As relações, portanto, são de desencontro, decepção e desilusão. Ela quer envolvimento e ele quer, bem, sexo... Ela quer cumplicidade e satisfação e ele quer julga-lo e enquadra-lo em seus próprios valores.Todo relacionamento, de qualquer tipo, pode ser descrito como uma relação Eu e Tu/ o Outro.Se um EU convive com o Outro que este imagina desejável, sob seu próprio ponto de vista, claro, então este Eu não se relaciona, de fato, com o Outro que está ali presente ao seu lado e, sim, com o que este Outro deveria ser, para atender, de modo absolutamente mágico, todas as suas expectativas egocêntricas. Quem se relaciona com o Outro, sempre comparando-o com o que ele deveria ser (para atender suas expectativas, carências etc.), só procura responder a uma questão: Estará o Outro fazendo aquilo que eu desejo e quero e necessito? Em caso contrário este Outro não me serve (quem não tem um rei na barriga?!). Sob o ponto de vista do egocêntrico, o Outro é um servo que deverá suprir carências, proteger dos medos e compreender as boas e sempre convenientes explicações/justificativas que o Eu tenha para oferecer para tudo que faz.Todo egocêntrico está em busca de cumplicidade mais do que em busca do convívio com o Outro.Quem se coloca deste modo em uma relação, infelizmente, está trabalhando diligentemente para o seu fracasso. A maioria, infelizmente, está presa ao Ego e portanto, só conhece o Outro através de uma comparação entre o que este É e o que este DEVERIA ser (para satisfazer as expectativas do EU). Pois bem, quem assim se coloca numa relação, só vê um fantasma do Outro, uma fantasmagórica imagem idealizada do que o Outro deveria ou poderia ter sido. Um ideal construído na usina de carências, medos, frustrações e necessidades do próprio EU.Neste sentido, quem vê verdadeiramente o Outro? Quem, nestas condições, tem abertura de visão para enxergar quem é este Outro, obviamente diferente do próprio EU?Adão e Eva estão mesmo fora do paraíso que, neste caso, significaria a perfeita e natural integração e sincronicidade entre as polaridades masculinas e femininas. Caso houvesse integração, todos veríamos com clareza as necessidades do Outro, ainda que diferentes das nossas.Se o Universo nos construiu e criou com polaridades, o mínimo que nos cabe fazer é compreender as diferenças no funcionamento da outra pessoa com quem nos relacionamos.No caso da relação homem/mulher: Se ela dá o número do telefone pra ele, no ver dele, já é preliminar do sexo. Se ele liga e ela aceita encontra-lo é preliminar do sexo. Com freqüência, o mais importante é conseguir conquistar do que se envolver muito com a conquistada.Para ela, muitas vezes o significado é o mesmo, mas podem ser outros... Ela pode, por exemplo, estar buscando parceria, envolvimento, comunhão de interesses a respeito do relacionamento. Ela pode estar desejando ser mãe e construir uma família...O abismo entre o Eu e o Outro é gigante. Estou fazendo piada com o masculino, mas não pretendo enquadra-lo numa categoria ou julgamento... Só estou construindo um exemplo comum hoje em dia. . Os homens que não se enquadrem nesta descrição tão precária têm minha solidariedade...Às vezes a lembrança de que somos animais de uma determinada espécie, o Homo Sapiens (quem sabe, um dia, será sábio!) ajuda-nos a situar algumas das diferenças básicas entre as perspectivas masculinas e femininas. Sob o ponto de vista de uma espécie que precisava sobreviver em um meio muito difícil e perigoso, cercada de feras que a viam como comida, cercada por todos os lados pela possibilidade da morte iminente, o que realmente importava, especialmente ao macho, manter-se disposto para a cópula o ano todo e espalhar suas sementes por todo lado, sempre que pudesse. A multiplicação era o principal, a variedade idem... Vice-versa, sob o ponto de vista biológico e psicológico da fêmea, que acaba ficando gestando nove meses e, depois, anos comprometida com um ser jovem e extremamente dependente dela, a perspectiva era, e é, completamente diferente. Em assim sendo, ela espera dele(s) e da relação com ele(s) estabilidade, sustento, segurança física e emocional e ainda, geralmente, proteção, carinho, cuidado e respeito pela sua existência. Elas não desejam competição e guerrear como a polaridade masculina geralmente deseja. . Um homem que se declare carente destas mesmas coisas terá sua masculinidade posta em dúvida!Para ele(s) este preço biológico e psicológico é demasiado. Em especial se ele tem como espalhar sementes com quem não lhe exige nenhuma destas demandas pesadas e difíceis. Não há homem na face da terra que ainda não tenha sido, alguma vez, acusado de falta de compromisso...Não é difícil constatar o enorme abismo que se cria entre as expectativas de um e de outro.O Universo criou, deste o seu princípio, os opostos e, entre eles, as possibilidades do abismo (separação, conflito, desencontro e carência) e da integração (cooperação, união, entendimento e prazer). Entre estes extremos, ele colocou alguns desafios psicológicos. Dentre eles, a identificação do macho com o seu papel de macho (um garanhão sempre pronto para a cópula!) para quem a fêmea é o que lhe falta para ser e sentir-se completo, garantindo para si a satisfação plena.No caso da fêmea da nossa espécie, a identificação com o papel feminino a predispõe a necessitar de maior estabilidade, e a procurar estabelecer e sustentar uma dinâmica de relação durável, porque uma vez que ela esteja concebendo um filho, por exemplo, sua dependência, impotência, passividade e crescente inoperância prática a faz julgar relevantes o comprometimento para com ela e com os frutos do relacionamento. Ainda que estes períodos sejam pouco freqüentes eles existem por si e ainda são os mais importantes sob o ponto de vista da espécie.Não se trata de categorizar o homem de “sexo forte” e a mulher de “sexo frágil”, como antigamente se fazia e, sim, de descrever algumas características que, até onde se possa ver, continuam exatamente as mesmas para todos os envolvidos...Ninguém errará em considerar que estes “papéis” masculino e feminino estão hoje difusos e indistintos. Pois é, ruim com eles, pior sem eles! Não existem “caminhos válidos” onde prevaleça o desrespeito aos nossos valores e necessidades caracteristicamente humanos. O desrespeito nunca trouxe, não traz, nem jamais trará felicidade a ninguém.Então, por quais razões nós, seres humanos, vivemos tanta incompreensão, tanto afastamento, decepção e dor no terreno do relacionamento entre o Eu e o Outro?No esforço de construir uma reflexão a este respeito vou apresentar – em alguns capítulos - alguns vícios psicológicos tremendamente nocivos à construção de um relacionamento humano (homem/mulher, pais/filhos, mestre/discípulo etc.).Cada tipo de limitação pessoal, de qualquer tipo, impõe ao Outro uma fronteira e, às vezes, um abismo intransponível. Ali construímos barreiras e defesas protetoras.Todo egocêntrico tem um renitente desejo, sempre o mesmo, de levar vantagem e de conseguir o máximo de satisfação mediante o mínimo de esforço. O egocêntrico exige respeito, confiança, consideração,carinho, sem que ofereça ao Outro aquilo que exige. Ele entrega pouco e reclama de tudo que recebe.O que está ao nosso alcance de mudar não é o Outro e sim, nós mesmos.O que precisa mudar é o foco de nossa atenção e interesse: nos preocuparmos menos com os evidentes defeitos e imperfeições alheias (comparadas ao Ideal nutrido por nós mesmos!) e nos ocuparmos mais com a qualidade daquilo que estamos “entregando” de nós mesmos para a relação. Valeria a pena nos ocuparmos mais com o que sai de nós do que com o que desejamos receber ou identificamos no outro como possibilidades de satisfação pessoal.Onde encontrar tanto os limites quanto os alcances para a expressão do próprio EU? A resposta é: nos relacionamentos com os outros!Um Eu que jamais tenha sido capaz de compreender o funcionamento do Outro – muitas vezes o oposto do desejado - é um EU para o qual só lhe resta o abismo do egocentrismo ( a autonomia e a centralidade exageradas e desequilibradas), o que significa, em poucas palavras ser solitário e isolado, mesmo tendo alguém ao lado e convivendo diariamente com esta pessoa. Este é o verdadeiro abismo.Quem vê o abismo que ele mesmo está construindo em torno de si, pode se espantar com a feiúra do que está, de fato, entregando, mas também pode se revoltar com este estado de coisas e mudar... Pra isso, muitas vezes, o que falta é só um pouco de coragem para enxergar as próprias limitações. Uma vez feito isso, o resto, o que vier daí, só pode ser bem vindo...Compreendendo os próprios limites e alcances! É assim - e só assim - que o EU descobre seus reais parâmetros de ser e de fazer, de pensar e de expressar!domingo, 4 de abril de 2010
O egocentrismo é hoje uma das características mais insanas – sob o ponto de vista psicológico – atinge a humanidade como um todo - estarei apenas sendo descritivo e informal, pois basta olhar em volta e assistir o show diário de acontecimentos cotidianos.O homem e a mulher atuais são egocêntricos, como tal, não se enxergam, um ao outro, de fato.Pode acontecer da mulher, para sua decepção, esperar que o homem aja de acordo com as expectativas dela. Vice versa, o homem sofre no relacionamento por desejar que a mulher se conduza do mesmo modo masculino que lhe é familiar. As relações, portanto, são de desencontro, decepção e desilusão. Ela quer envolvimento e ele quer, bem, sexo... Ela quer cumplicidade e satisfação e ele quer julga-lo e enquadra-lo em seus próprios valores.Todo relacionamento, de qualquer tipo, pode ser descrito como uma relação Eu e Tu/ o Outro.Se um EU convive com o Outro que este imagina desejável, sob seu próprio ponto de vista, claro, então este Eu não se relaciona, de fato, com o Outro que está ali presente ao seu lado e, sim, com o que este Outro deveria ser, para atender, de modo absolutamente mágico, todas as suas expectativas egocêntricas. Quem se relaciona com o Outro, sempre comparando-o com o que ele deveria ser (para atender suas expectativas, carências etc.), só procura responder a uma questão: Estará o Outro fazendo aquilo que eu desejo e quero e necessito? Em caso contrário este Outro não me serve (quem não tem um rei na barriga?!). Sob o ponto de vista do egocêntrico, o Outro é um servo que deverá suprir carências, proteger dos medos e compreender as boas e sempre convenientes explicações/justificativas que o Eu tenha para oferecer para tudo que faz.Todo egocêntrico está em busca de cumplicidade mais do que em busca do convívio com o Outro.Quem se coloca deste modo em uma relação, infelizmente, está trabalhando diligentemente para o seu fracasso. A maioria, infelizmente, está presa ao Ego e portanto, só conhece o Outro através de uma comparação entre o que este É e o que este DEVERIA ser (para satisfazer as expectativas do EU). Pois bem, quem assim se coloca numa relação, só vê um fantasma do Outro, uma fantasmagórica imagem idealizada do que o Outro deveria ou poderia ter sido. Um ideal construído na usina de carências, medos, frustrações e necessidades do próprio EU.Neste sentido, quem vê verdadeiramente o Outro? Quem, nestas condições, tem abertura de visão para enxergar quem é este Outro, obviamente diferente do próprio EU?Adão e Eva estão mesmo fora do paraíso que, neste caso, significaria a perfeita e natural integração e sincronicidade entre as polaridades masculinas e femininas. Caso houvesse integração, todos veríamos com clareza as necessidades do Outro, ainda que diferentes das nossas.Se o Universo nos construiu e criou com polaridades, o mínimo que nos cabe fazer é compreender as diferenças no funcionamento da outra pessoa com quem nos relacionamos.No caso da relação homem/mulher: Se ela dá o número do telefone pra ele, no ver dele, já é preliminar do sexo. Se ele liga e ela aceita encontra-lo é preliminar do sexo. Com freqüência, o mais importante é conseguir conquistar do que se envolver muito com a conquistada.Para ela, muitas vezes o significado é o mesmo, mas podem ser outros... Ela pode, por exemplo, estar buscando parceria, envolvimento, comunhão de interesses a respeito do relacionamento. Ela pode estar desejando ser mãe e construir uma família...O abismo entre o Eu e o Outro é gigante. Estou fazendo piada com o masculino, mas não pretendo enquadra-lo numa categoria ou julgamento... Só estou construindo um exemplo comum hoje em dia. . Os homens que não se enquadrem nesta descrição tão precária têm minha solidariedade...Às vezes a lembrança de que somos animais de uma determinada espécie, o Homo Sapiens (quem sabe, um dia, será sábio!) ajuda-nos a situar algumas das diferenças básicas entre as perspectivas masculinas e femininas. Sob o ponto de vista de uma espécie que precisava sobreviver em um meio muito difícil e perigoso, cercada de feras que a viam como comida, cercada por todos os lados pela possibilidade da morte iminente, o que realmente importava, especialmente ao macho, manter-se disposto para a cópula o ano todo e espalhar suas sementes por todo lado, sempre que pudesse. A multiplicação era o principal, a variedade idem... Vice-versa, sob o ponto de vista biológico e psicológico da fêmea, que acaba ficando gestando nove meses e, depois, anos comprometida com um ser jovem e extremamente dependente dela, a perspectiva era, e é, completamente diferente. Em assim sendo, ela espera dele(s) e da relação com ele(s) estabilidade, sustento, segurança física e emocional e ainda, geralmente, proteção, carinho, cuidado e respeito pela sua existência. Elas não desejam competição e guerrear como a polaridade masculina geralmente deseja. . Um homem que se declare carente destas mesmas coisas terá sua masculinidade posta em dúvida!Para ele(s) este preço biológico e psicológico é demasiado. Em especial se ele tem como espalhar sementes com quem não lhe exige nenhuma destas demandas pesadas e difíceis. Não há homem na face da terra que ainda não tenha sido, alguma vez, acusado de falta de compromisso...Não é difícil constatar o enorme abismo que se cria entre as expectativas de um e de outro.O Universo criou, deste o seu princípio, os opostos e, entre eles, as possibilidades do abismo (separação, conflito, desencontro e carência) e da integração (cooperação, união, entendimento e prazer). Entre estes extremos, ele colocou alguns desafios psicológicos. Dentre eles, a identificação do macho com o seu papel de macho (um garanhão sempre pronto para a cópula!) para quem a fêmea é o que lhe falta para ser e sentir-se completo, garantindo para si a satisfação plena.No caso da fêmea da nossa espécie, a identificação com o papel feminino a predispõe a necessitar de maior estabilidade, e a procurar estabelecer e sustentar uma dinâmica de relação durável, porque uma vez que ela esteja concebendo um filho, por exemplo, sua dependência, impotência, passividade e crescente inoperância prática a faz julgar relevantes o comprometimento para com ela e com os frutos do relacionamento. Ainda que estes períodos sejam pouco freqüentes eles existem por si e ainda são os mais importantes sob o ponto de vista da espécie.Não se trata de categorizar o homem de “sexo forte” e a mulher de “sexo frágil”, como antigamente se fazia e, sim, de descrever algumas características que, até onde se possa ver, continuam exatamente as mesmas para todos os envolvidos...Ninguém errará em considerar que estes “papéis” masculino e feminino estão hoje difusos e indistintos. Pois é, ruim com eles, pior sem eles! Não existem “caminhos válidos” onde prevaleça o desrespeito aos nossos valores e necessidades caracteristicamente humanos. O desrespeito nunca trouxe, não traz, nem jamais trará felicidade a ninguém.Então, por quais razões nós, seres humanos, vivemos tanta incompreensão, tanto afastamento, decepção e dor no terreno do relacionamento entre o Eu e o Outro?No esforço de construir uma reflexão a este respeito vou apresentar – em alguns capítulos - alguns vícios psicológicos tremendamente nocivos à construção de um relacionamento humano (homem/mulher, pais/filhos, mestre/discípulo etc.).Cada tipo de limitação pessoal, de qualquer tipo, impõe ao Outro uma fronteira e, às vezes, um abismo intransponível. Ali construímos barreiras e defesas protetoras.Todo egocêntrico tem um renitente desejo, sempre o mesmo, de levar vantagem e de conseguir o máximo de satisfação mediante o mínimo de esforço. O egocêntrico exige respeito, confiança, consideração,carinho, sem que ofereça ao Outro aquilo que exige. Ele entrega pouco e reclama de tudo que recebe.O que está ao nosso alcance de mudar não é o Outro e sim, nós mesmos.O que precisa mudar é o foco de nossa atenção e interesse: nos preocuparmos menos com os evidentes defeitos e imperfeições alheias (comparadas ao Ideal nutrido por nós mesmos!) e nos ocuparmos mais com a qualidade daquilo que estamos “entregando” de nós mesmos para a relação. Valeria a pena nos ocuparmos mais com o que sai de nós do que com o que desejamos receber ou identificamos no outro como possibilidades de satisfação pessoal.Onde encontrar tanto os limites quanto os alcances para a expressão do próprio EU? A resposta é: nos relacionamentos com os outros!Um Eu que jamais tenha sido capaz de compreender o funcionamento do Outro – muitas vezes o oposto do desejado - é um EU para o qual só lhe resta o abismo do egocentrismo ( a autonomia e a centralidade exageradas e desequilibradas), o que significa, em poucas palavras ser solitário e isolado, mesmo tendo alguém ao lado e convivendo diariamente com esta pessoa. Este é o verdadeiro abismo.Quem vê o abismo que ele mesmo está construindo em torno de si, pode se espantar com a feiúra do que está, de fato, entregando, mas também pode se revoltar com este estado de coisas e mudar... Pra isso, muitas vezes, o que falta é só um pouco de coragem para enxergar as próprias limitações. Uma vez feito isso, o resto, o que vier daí, só pode ser bem vindo...Compreendendo os próprios limites e alcances! É assim - e só assim - que o EU descobre seus reais parâmetros de ser e de fazer, de pensar e de expressar!sábado, 3 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
O nosso amor è lindo

Chega de ficar bem longe
Eu prefiro ter você aqui bem perto
Acordar bem cedo e sentir seu rosto no meu travesseiro
Por tanto tempo eu esperei você!
Vem cá, me abraça forte
Dá um cheiro um carinho,
Vem me dar Pela claridade nosso dia
Acabou de começar
Abra a janela e deixa o sol entrar
Grave amor, escreva amor
Isso que eu te digo
Sem você não vivo
Nosso amor é lindo!
quinta-feira, 1 de abril de 2010
O milagre do amor
terça-feira, 30 de março de 2010

Lá fora a chuva começa e ela pode nunca terminar.
Então não chore mais,
Na praia um sonho nos atrairá para o mar,
Sempre mais, sempre mais.
Feche seus olhos e sonhe,
E você pode ficar comigo
Sob as ondas, através das cavernas das horas
Há muito tempo esquecidas, agora
Estamos completamente sós, estamos completamente sós.
Feche a janela, acalme a luz
E tudo ficará bem,
Não há necessidade de se preocupar agora.
Termine isso e deixe tudo começar,
Assim que uma estória está contada,
Não tem remédio, apenas envelhecer.
As rosas envelhecem, os amantes também,
Então lance suas estações ao vento
E me abraçe, querido, me abrace, querido...
Feche a janela, acalme a luz
E tudo ficará bem,
Não há necessidade de se preocupar agora.
Termine isso e deixe tudo começar,
Tudo está esquecido agora.
Estamos completamente sós, estamos completamente sós.
Feche a janela, acalme a luz
E tudo ficará bem,
Não há necessidade de se preocupar agora.
Termine isso e deixe tudo começar,
Atribua isso ao vento, meu amor...
sexta-feira, 26 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua do anjos
Sem amor, eu nada seria...
A língua dos homens
E falasse a língua do anjos
Sem amor, eu nada seria...
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja
Ou se envaidece...
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja
Ou se envaidece...
O amor é o fogo
Que arde sem se ver
É ferida que dói
E não se sente
É um contentamento
Descontente
É dor que desatina sem doer...
Que arde sem se ver
É ferida que dói
E não se sente
É um contentamento
Descontente
É dor que desatina sem doer...
É um não querer
Mais que bem querer
É solitário andar
Por entre a gente
É um não contentar-se
De contente
É cuidar que se ganha
Em se perder...
Mais que bem querer
É solitário andar
Por entre a gente
É um não contentar-se
De contente
É cuidar que se ganha
Em se perder...
É um estar-se preso
Por vontade
É servir a quem vence
O vencedor
É um ter com quem nos mata
A lealdade
Por vontade
É servir a quem vence
O vencedor
É um ter com quem nos mata
A lealdade
Tão contrário a si
É o mesmo amor...
É o mesmo amor...
Estou acordado
E todos dormem, todos dormem
Todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade...
E todos dormem, todos dormem
Todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade...
quarta-feira, 17 de março de 2010
No jardim da minha vida... Muitas flores eu encontrei...
A mais bela dessas flores foi a rosa que ganhei...
Linda e perfumada...
A mais bela das rainhas...
Dona da beleza...
Alegria dos meus dias...
Ganhei do meu amor, que quis ser cavalheiro...
Homem maduro e gentil, de muito pouco dinheiro...
O coração era valente,e do pouco fazia muito...
Deu-me o melhor presente que poderia ganhar...
Roubou uma linda rosa para a dama agradar...
Por isso sou grata ao meu lindo jardim...
Conservo as minhas flores pertinho de mim...
Assim como o meu doce cavalheiro...
Que ainda me dá muita atenção...
Mas esse guardo a sete chaves junto ao coração.
terça-feira, 16 de março de 2010

De dentro de mim, eu mesmo me olho,
Procurando descobrir se ainda sou eu mesmo que,
Encravado nas montanhas da minha terra,
Escavava minha alma, colhia flores, deitava sementes,
Que, de novo, floresciam rescendendo amor,
Amor que viajava em asas de pássaro,
Emplumado, colorido, sonoro,
Amante, não amado, pouco importava.
Que foi feito de mim, que fizeram dentro de mim,
Que fiz eu, eu que queria apenas parar
E escrever uma só poesia que fosse,
Uma canção muito pura, de muito amor.
Olhem-me, eu sou como um rio que,
Corria puro em direção ao mar,
Para ali deitar o que me corria nas entranhas.
Corria-me o sangue da paixão e,
Era o mar, aquele que eu amasse.
Já não tenho forças nem água para chegar ao mar.
Com o peito querendo explodir de amor.
Procurando descobrir se ainda sou eu mesmo que,
Encravado nas montanhas da minha terra,
Escavava minha alma, colhia flores, deitava sementes,
Que, de novo, floresciam rescendendo amor,
Amor que viajava em asas de pássaro,
Emplumado, colorido, sonoro,
Amante, não amado, pouco importava.
Que foi feito de mim, que fizeram dentro de mim,
Que fiz eu, eu que queria apenas parar
E escrever uma só poesia que fosse,
Uma canção muito pura, de muito amor.
Olhem-me, eu sou como um rio que,
Corria puro em direção ao mar,
Para ali deitar o que me corria nas entranhas.
Corria-me o sangue da paixão e,
Era o mar, aquele que eu amasse.
Já não tenho forças nem água para chegar ao mar.
Com o peito querendo explodir de amor.
domingo, 14 de março de 2010

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?
Luís de Camões
quarta-feira, 10 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
Mulher...

Toda mulher gosta de ser tratada
Com muito carinho
Porque o sabor especial de ser amada, é como o vinho.
Uma mulher não quer uma cantada ,prefere um sentimento
Com a pessoa certa e a hora exata no clima do momento.
Uma mulher tem os seus desejos loucos mais no fundo seu coração só
quer as coisas mais simples do mundo.
Espera um homem de verdade pra mudar de vez a sua vida.
Toda mulher sente no beijo o gosto das delícias
E quem souber incendiar seu corpo todo com carícias
Toda mulher sente saudades do amor que fez se foi correspondida.
Com muito carinho
Porque o sabor especial de ser amada, é como o vinho.
Uma mulher não quer uma cantada ,prefere um sentimento
Com a pessoa certa e a hora exata no clima do momento.
Uma mulher tem os seus desejos loucos mais no fundo seu coração só
quer as coisas mais simples do mundo.
Espera um homem de verdade pra mudar de vez a sua vida.
Toda mulher sente no beijo o gosto das delícias
E quem souber incendiar seu corpo todo com carícias
Toda mulher sente saudades do amor que fez se foi correspondida.
Assim me deixa te querer, que para seu corpo eu sou prazer.
E tenho o amor que você quer ,me diz que sou tua paixão, a dona do teu coração.
E aceita ser o meu amor
Vou te amar de um jeito lindo
Como orvalho vindo pra molhar a flor
Pois sabes que toda mulher já nasce pra morrer de amor.
sábado, 6 de março de 2010
O melhor para mim é um grande sorriso no peito. É a felicidade barata e fácil a que tenho direito. É tão simples pensar que o melhor está em mim! A suavidade está em mim. A ternura, o calor, a lucidez e o esplendor das mais belas formas do universo estão em mim. Aí eu me abro inteira, viro do avesso e sinto que não há fronteiras nem barreiras para mim. Sinto que o limite é apenas uma impressão. Sinto que cada condição foi apenas a insistência de uma posição. Sinto que sou livre para deixar trocar qualquer posição por outra melhor. Sou livre para descartar qualquer pensamento ruim, qualquer sentimento ou hábito negativo. Porque eu sou espírito. Sou luz da vida em forma de pessoa. Não quero pensar nas minhas fraquezas. Quero olhar bem fundo nos meus olhos e ver como eu sou bonita, como fiz e faço coisas maravilhosas e como o meu peito está cheio de vontade. Vontade de viver intensamente cada momento que me resta. Acordar todos os dias com um canto novo para cantar, e descobrir que sou capaz de sorrir sem deixar que os outros me desanime , dizendo o que na verdade não sou. Quero despertar o meu espirito e viver nele, e ter a satisfação de ser eu mesma. É poder ser original, única, pequena e grande ao mesmo tempo. Me disseram que o coração de uma mulher é algo fragil e delicado, não podendo o mesmo ser apertado se não pode ser quebrado. Mas se for quebrado não me importo em quantos pedaços foi partido o mundo não vai parar para que eu o conserte. O tempo não é algo que possa voltar. Portanto, planto o meu jardim e decoro sempre a minha alma , em vez de esperar que alguém me traga flores.
quinta-feira, 4 de março de 2010

Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo. Tenho um sorriso confiante que as vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele.Sou inconstante e talvez imprevisível. Não gosto de rotina. Eu amo de verdade aqueles pra quem eu digo isso, e me irrito de forma inexplicável quando não botam fé nas minhas palavras. Nem sempre coloco em prática aquilo que eu julgo certo. São poucas as pessoas pra quem eu me explico...
Bob Marley
quarta-feira, 3 de março de 2010

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho". Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato." Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.
Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.
Martha Medeiros
Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.
Martha Medeiros
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